Poiésis

segunda-feira, maio 04, 2015

Van Gogh


Van Gogh

, dormem telhados
igreja asilo
sob carrossel de estrelas

janela

única luz –

mãos insones
na noite suspensa

na tela pesa
ventos vendavais
no balé das cores

da ausência







"Tudo passa — sofrimento, dor, sangue, fome, peste. A
espada também passará, mas as estrelas ainda permanecerão
quando as sombras de nossa presença e nossos feitos
se tiverem desvanecido da Terra. Não há homem que
não saiba disso. Por que então não voltamos nossos olhos
para as estrelas? Por quê?


(MIKHAIL BULGAKOV, O exército branco)


3 comentários:

Anônimo disse...

Tudo mui delicado. A citação caiu super bem. Foi um bom poema.

Simone Prado Ribeiro disse...

Obrigada! :)

Renato Magico de Oz disse...

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