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quinta-feira, maio 10, 2012

Plus Tard




PLUS TARD



plataforma –
bengala
roupa engomada
seu chapéu de palha na mão

malas entre abraços
a rapidez dos pés,
o correr das cenas
sob pálpebras apertadas

ansiedade –

velho corpo malhado
embaixo do chapéu de palha
aguardava

. . .

último trem da estação –

filho que não veio.



terça-feira, abril 03, 2012

Tarde


                                               
TARDE




fila 
de
óculos

trajes
pretos

 na grama
molhada,
melancolia
dos pés

 orações – 

homem

olhares

no túmulo
violoncelo –  
Adágio, de Albioni
chorava o filho
                                                                                  


terça-feira, março 20, 2012

Aquela moça...

Oi!!
Mas um belíssimo texto desse escritor sensível que é o Caio Fernando Abreu.

E quem nunca viveu ou passou por isso um dia: Ser importante e, de repente, perceber que não é mais? A questão é saber viver, saber levantar a cabeça e seguir em frente. Um texto desse, de grande qualidade literária, não poderia mesmo ficar de fora do Poesia em Si. É uma temática que, dentre outras, explora os modos de amar e não o medo de amar:
“(...) Ela não desiste e leva bóias, e se ela se afogar, se recupera.”.

Todo o texto é lindo, de grande maturidade e verdade comum a todos nós. Espero que vocês curtam esse belo conto!

Um grande abraço! Um abração!
Si.


        “Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo; se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa. Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas: de se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias, e se ela se afogar, se recupera. Estranho é que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta.
          E quem não é? A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas? A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar. Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera? E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
          A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros vieram ao mundo.”

(C.F. Abreu)







segunda-feira, janeiro 02, 2012

ADEUS ANO VELHO

,céu
turbilhão
de luzes
 
tilintar das taças
cinco seis
sétima onda de Copa

 . . .

Presidente Vargas –
carros sol
corpo quente
do  ônibus:

uma grávida viaja em pé,
manchete policial
senta no banco da frente,
idoso deixado pra trás

curioso olhar
debruça a janela:

presa na boca de lobo
das ruas do Rio -
sacola
com coloridas letras:
 

feliz ano novo,


 

quarta-feira, outubro 12, 2011

As Aves (Aristófanes)


 "É de nós, as Aves, que os Homens recebem as maiores bênçãos.
Por nós, ficam a saber da chegada da Primavera, do Inverno, do Outono.
O grito da garça, durante o seu voo para a Lybia, anuncia-lhes que é tempo de semear.
Por nós, o comandante do navio fica a saber que pode abandonar o leme e dormir uma noite descansada.
Por nós, Orestes sabe que deve tecer uma capa quentinha para o Inverno —
não vale a pena deixar-se enregelar durante as suas expedições de ratoneiro.
Quando surge o Milhafre, nova estação se aproxima!
É o tempo da tosquia, quando chega a Primavera, e as andorinhas aconselham a troca das roupas quentes por vestes mais estivais."

" PISTETERO- Hay infinitas pruebas de que las aves, y no los dioses,
reinaron sobre los hombres en la más remota antigüedad. Empezaré por
citaros al gallo, que reinó sobre todos los persas antes que todos sus
monarcas, antes que Darío y Megabises; y en memoria de su reinado se
le llama todavía el ave pérsica."

(Trecho da bela peça de Aristófanes, As Aves)

quarta-feira, agosto 17, 2011


terça-feira, agosto 16, 2011

Tô de bem



Tô me afastando de tudo que me atrasa, me engana, me segura e me retém. Tô me aproximando de tudo que me faz completo, me faz feliz e que me quer bem. Tô aproveitando tudo de bom que essa nossa vida tem. Tô me dedicando de verdade pra agradar um outro alguém. Tô trazendo pra perto de mim quem eu gosto e quem gosta de mim também. Ultimamente eu só tô querendo ver o ‘bom’ que todo mundo tem. Relaxa, respira, se irritar é bom pra quem? Supera, suporta, entenda: isento de problemas eu não conheço ninguém. Queira viver, viver melhor, viver sorrindo e até os cem. Tô feliz, tô despreocupado, com a vida eu tô de bem. 


(C.F.Abreu)

segunda-feira, agosto 15, 2011


sexta-feira, agosto 05, 2011


quinta-feira, julho 07, 2011

Multifoco lança Poesia é isso, de Lohan Lage Pignone

Queridos amigos, poetas e leitores do Poesia em Si!!!


                                                                              

É com enorme alegria que publico  o convite de lançamento do livro  Poesia é isso, pela Editora Multifoco, do jovem  autor Lohan Lage Pignone, cujo prefácio eu tive a honra de escrever. Deixo aqui um trechinho para vocês saborearem:

    "O livro Poesia é isso, que a Editora Multifoco oferece aos leitores, reúne o melhor da poética do jovem Lohan Lage Pignone. A presença marcante da qualidade de suas poesias abragem uma diversidade de temas como  amizade, o tédio, os gritos do corpo, a relação do homem com uma barata ou, até mesmo, a beleza da cruzada de pernas da prostituta.
 
A inquietude do poeta quanto à alienação e o absurdo que se configura a existência humana ante uma "ilusão de óptica/ Uma atração hipnótica" de uma vida monótona, "preta e branca", em frente à tela de TV, pode ser conferida em "On-Off", cujo sujeito lírico parece fazer uma constatação:

Quando me liguei
Já estava ligada
Quando desliguei
Permaneci ligado
(...)
Sua vida é a cores?
Minha vida é preta e branca
Tarde demais
Quando me liguei... Ela já estava ligada. "
 

É isso, pessoal! Com certeza o seu lirismo, sua poesia multifacetada dialogando com o cotidiano, com o erotismo, além de uma pitada de humor, nos surpreenderão!

Portanto, não percam! Será no sábado -03/09- a partir de 18h, no lugar mais carioca do Rio de Janeiro: no Espaço Multifoco, na Lapa!! ( Av. Mem de Sá, 126- Lapa)


“Ser poeta é um risco
Ser poeta é produzir um risco
Numa folha de papel”
(Estrambote- Lohan Lage)

Então, vamos???
Um abração a todos!!! Nos encontramos lá!


sexta-feira, junho 10, 2011

Volto Já!!


Pessoal! Que saudade do meu espaço com cheirinho de jasmim que é isso aqui ! Estou sumida um pouco; eu sei. Mas, assim que acabar as provas, prometo publicar bastantes coisas interessantes nessa casinha que eu amo estar. Tenho várias postagens em mente, de alguns amigos poetas, escritores e pintores também. E estou ansiosa em vê-las  aqui!
Um beijão a todos! É rapidinho, viu?  Volto já , já!
      Bjs!!!  Si : )
             

sábado, junho 04, 2011

Auto estima


"Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima."


(Charles Chaplin)

terça-feira, abril 26, 2011

Strawberry Swing


Olá, caro leitores!

Amo essa música. Por isso resolvi publicá-la.  Além , é claro, da graciosa produção em stop motion também!

O clipe conta a história de um rapaz que ouve o pedido de socorro de uma moça  seqüestrada por um esquilo gigante; ele passa por diversas situações para poder resgatá-la, até que consegue eliminar o animal com uma noz explosiva, libertando-a finalmente.

Gostei muito do vídeo porque remete ao amor e as suas sensações de estar além da realidade, acima das nuvens, desafiador da lógica, e , segundo ao clipe e letra, como crianças sorrindo num balanço; de querer estar com e ser apenas feliz. Sentimento absurdo, surreal ou nonsense? Ah, que seja então! rsrs...




“I remember we were walking up to strawberry swing"


É isso!!
Um beijão a todos!!     


segunda-feira, abril 25, 2011

Ai... É ela... a danada da TPM...

Calma rapazes porque, às vezes, é como se fosse assim mesmo, rs. São aqueles dias que estamos só um pouquinho sensível demais. Mas também é aquilo, passa rapidinho, é só ter um pouquinho de paciência! Outra, só daqui a vinte dias, rs!

Bjssss... e Bom dia!!!!!!!!!!  : )






Trrrriiiimmmmmmm......

Hum.... hum....  Zzzzzzzzzzzzzzzz.....

Trrrriiiimmmmmmmmmmmm......

- Puta que o pariu!!! Três da manhã!!!! Será que médico não tem o direito a dormir não, caramba!!!  Alô!

-Doutor... Sou eu, Evanecilda Sã.

- Hum... hum... ZZZZzzzzzzzz....

-Doutor, o senhor está me ouvindo? Doutor???? Tá aí, ainda?!

- Hum...  O quê...?  O que é que você quer Evanecilda?!

-É porque hoje, doutor, estou naqueles dias... Queria uma recomendação sua.

- Hummm... Zzzzz... dias... Zzzz... HUM??! Que dias?!

- Ihhhh... doutor Riconaldo... São aqueles dias, um tanto que fico sensível... Mas dessa vez foi um pouco mais forte. Exagerei um pouco, aqui, em minha casa... É porque nesses dias eu fico um tanto explosiva, sabe? Mas é só nesses dias, depois passa.

- Mas o que foi dessa vez? Não me diga que congelou outro gato !!!!

- Não... É que... gostaria de saber só uma coisinha:



quinta-feira, abril 14, 2011

Os votos, de Sérgio Jockymann

Olá! Deixo publicado este poema que tenho profunda admiração; e que desejo a todos vocês, leitores do blog, porque "... a vida é trem bala...". É isso! Um beijão!


      Os Votos
( Sérgio Jockymann)

Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim
Mas se for, saiba ser sem se desesperar
Desejo também que tenha amigos
Que mesmo maus e inconsequentes
Sejam corajosos e fiéis
E que pelo menos em um deles
Você possa confiar sem duvidar



E porque a vida é assim
Desejo ainda que você tenha inimigos
Nem muitos, nem poucos
Mas na medida exata para que
Algumas vezes você se interpele
A respeito de suas próprias certezas.
E que entre eles
Haja pelo menos um que seja justo

Desejo depois, que você seja útil
Mas não insubstituível
E que nos maus momentos
Quando não restar mais nada
Essa utilidade seja suficiente
Para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante
Não com os que erram pouco
Porque isso é fácil
Mas com os que erram muito e irremediavelmente
E que fazendo bom uso dessa tolerância
Você sirva de exemplo aos outros



Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais
E que sendo maduro
Não insista em rejuvenescer
E que sendo velho
Não se dedique ao desespero
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor


Desejo, por sinal, que você seja triste
Não o ano todo, mas apenas um dia
Mas que nesse dia
Descubra que o riso diário é bom
O riso habitual é insosso
E o riso constante é insano.

Desejo que você descubra
Com o máximo de urgência
Acima e a respeito de tudo
Que existem oprimidos, injustiçados e infelizes
E que estão bem à sua volta


Desejo ainda
Que você afague um gato, alimente um cuco
E ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque assim, você se sentirá bem por nada

Desejo também
Que você plante uma semente, por menor que seja
E acompanhe o seu crescimento
Para que você saiba
De quantas muitas vidas é feita uma árvore


Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro
Porque é preciso ser prático
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele na sua frente e diga:
"Isso é meu"
Só para que fique bem claro
Quem é o dono de quem

Desejo também
Que nenhum de seus afetos morra
Por eles e por você
Mas que se morrer
Você possa chorar sem se lamentar
E sofrer sem se culpar

Desejo por fim
Que você sendo homem, tenha uma boa mulher
E que sendo mulher, tenha um bom homem
Que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes
E quando estiverem exaustos e sorridentes
Ainda haja amor pra recomeçar


E se tudo isso acontecer
Não tenho mais nada a lhe desejar


* Esse poema circula como sendo "Desejo", de Victor Hugo. Contudo,  parece que o poema foi adaptado para "Os votos", de  Sérgio Jockymann.

segunda-feira, abril 04, 2011

A melhor propaganda de carro que já vi de todos os tempos!!!

Olá, queridos leitores!

Pessoal, hoje resolvi quebrar de vez o protocolo do blog, rs!
Mais é por uma ótima causa! Olha, eu não ligo muito para propagandas de carro e nem de carros ( a não ser aquela belíssima máquina que faz parte do clipe “Desert Rose” , de Sting; quem  assistiu sabe bem do que eu estou falando), mas esse clipe da Kia , de fato... me deixou de boca aberta.  Lindo demais! A produção, as cores, os efeitos  fazem desse vídeo pra lá de interessante. Se trata de uma produção em HDTV para o YouTube. A máquina? Claro! O belíssimo  Optima 2011, também conhecido como Magentis. Não deixe de conferir.


É isso aí!
Um beijão a todos!!



quarta-feira, março 30, 2011

Aí vai meu coração ( Tarsila do Amaral )

Olá, queridos!

        Passei aqui rapidinho para deixar uma dica sobre esse livro que estou lendo e que é lindo pelo conteúdo e imagens: “ Ai vai meu coração”, da autora Ana Luisa Martins.
       Confesso a vocês que me sinto a própria narradora do conto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector: leio pouquinho que é pra não ter que acabar logo.
O livro aborda o caso amoroso vivido pela pintora, registrado em cartas apaixonadas endereçadas a Luís Martins.
       As cartas de Tarsila reunidas em "Aí vai meu coração", são escritas com muita paixão (por Luis) e empolgação (pela atenção que sua obra despertava) para o marido, que estava no Rio ou na Europa e que já iniciava o processo de separação. Quando a união acaba, Tarsila tem 64 anos, e ele, 43. Luís, então, se casa com a escritora Anna Maria, de 27 anos. O livro inclui também as cartas de Anna Maria para Luís Martins, trechos da autobiografia do crítico e crônicas publicadas por ele, que tratam, com poucos rodeios, das dificuldades da separação e do novo casamento - que enfrentava oposição aberta dos tradicionais Amarais.

         Tarsila do Amaral tinha 47 anos quando conheceu Luis Martins, com apenas 26. Os dois se apaixonaram e viveram juntos por 18 anos, relação que se encerrou quando o jornalista e crítico de artes se uniu à escritora Anna Maria Martins - mãe da autora desse livro -, 16 anos mais nova do que ele. No mesmo período em que o casamento acabou, a pintora viu sua obra ganhar grande reconhecimento, consolidando a importância que já se sabia desde os primeiros anos do modernismo, quando realizou sua tela mais famosa, "Abaporu".
       


É isso aí!
Um abração!


sexta-feira, março 25, 2011

O Ariza que Gabriel me deu.

, decidido e envolvente no seu estilo. Ah, eu sou esse nó na sua gravata, Florentino... Como tudo em você é lindo. Tudo isso em você me atormenta, Florentino, por mais que eu diga não. Seus olhos virulentos de languidez me seguem pelos espelhos da sala, ou pelas frestas da porta a causar-me doce desassossego. São os seus passos que agora se aproximam apressados ao meu encontro. E quanto a mim, nesse quarto, o que mais posso te oferecer senão o Frank: I've got you under my skin, alguns  cigarros e balas Halls menta dispersos em minha bolsa? Você se aproxima, se despe sem pudor a face e desejos. E eu... I'd sacrafice anything come what might for the sake of having you near!! Estou por você presa a essas mil e uma folhas amarelas de um desassossegado lirismo e galanteio em prosa pra lá de poética sem fim. Que costuram as páginas desse meu livro me impedido de ti, à noite, fugir, Florentino! Ah, Florentino, se você soubesse... Correria quilômetros, léguas te propondo vários, mais vários casamentos felizes!!

Música: 

quarta-feira, março 23, 2011

Amor pra recomeçar (Poesia)



Assopre a poeira

Das cartas de amor,

Junte os bilhetes

Aflitos de saudades

Que para você escrevi.


Tire as poesias,

As fotografias amarelas,

Da tão fechada gaveta.

E perceberás que nelas

Tu ainda acharás amor.




segunda-feira, fevereiro 28, 2011

Capela Sistina em 3D- (passeio virtual)

Olá, queridos leitores! Deixo para vocês uma dica sobre passeio virtual. Então, indico a Capela Sistina, com afrescos de Michelangelo Buonarroti, pode ser visualizada em 3D, cuja página foi criada especialmente pelo site oficial do Vaticano.
Eu achei interessante. E as pinturas, então? Explendorosas!! Clique na imagem, espere carregar ( demora só um pouquinho, mas vale apena) e movimente o mouse à vontade. Toda a sala pode ser explorada nos mínimos detalhes, movendo o mouse e usando os botões de zoom na parte inferior, à esquerda.
Claro, não é a mesma coisa que ver ao vivo, mas se não tem a possibilidade de ir a Cidade do Vaticano para ver de perto, esta é uma ótima maneira de observar uma obra que é única no mundo.

O resto é... 
Apreciar, apreciar e ... apreciar.
Um abração!


Glumpers- The Egg

Olá !
Hoje resolvi postar esse vídeo porque achei interessante a temática. Muitos acreditam que o passarinho é o Twitter. Que nada! Pura bobagem.
Glumpers é uma animação divertida , inteligente e muito bem feita criado pelo estúdio Motion Pictures. Os Glumpers são, ao todo, em número de seis e moram na mesma casa. Suas personalidades são extremamente diferentes, variando desde o preguiçoso, o hiper- ativo, o tímido até o mais inteligente,   e que, muitas das vezes, acabam ocasionando grandes confusões entre si devido o gênio de cada um. 
A problemática da convivência (a qual é tema recorrente  em quase todas as animações)  é ressaltada, e a luta pelo espaço - seja ele em casa ou no âmbito mundial, ainda que camuflada de vida, beleza e boa intenção- podem esconder algo catastrófico.

É isso!
Um Abração




quinta-feira, fevereiro 24, 2011

Porque ler é...


... chegar  "  até a borda, ele disse. Eles disseram: Nós temos medo. Venham até a borda, ele insistiu. Eles foram. Ele os empurrou... E eles voaram." ( G. Apollinaire)

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Sacral Nirvana, de Oliver Shanti

Olá, caros leitores! Tudo jóia?

Hoje me lembrei de uma música que não ouvia faz um tempão, e, na verdade, a considero uma das mais lindas e que me faz muito bem. A canção? Nada mais do que a belíssima Sacral Nirvana, de Oliver Shanti. Pensando nela, resolvi montar esse clipe para o Poesia em Si. Deixei, logo abaixo do vídeo, a letra também.

Gosto muito desse estilo de música e, além dessa, as da cantora Enya: Caribbean Blue e Orinoco Flow. Para quem conhece, lindas, não?!

 É isso ai!


Um grande beijo!!





Born to be free
Love,
Land of monasteries
Free land under the sky
Love,
In universal understanding
No limitations!
* A canção Sacral Nirvana faz parte do álbum Circles Of Life.


segunda-feira, janeiro 24, 2011

Amigos? Sim! Pra orangotango nenhum botar defeito!

Olá, queridos leitores! Quanto tempo! Eu sei, desde o ano passado. Mas agora estou de volta! Tudo bem com vocês?

Então, recebi ontem um e-mail super legal que fala de uma amizade um tanto inusitada. Mas eu? Eu achei um barato! Por isso resolvi compartilhar com vocês também. São coisas ou atos como os deles que, muitas das vezes, nos dão uma “chacoalhada” e nos fazem retomar ou olhar para trás algo que , com o corre- core do dia- a- dia, às vezes ficam um pouco de lado: os nossos amigos.

As fotos são de um orangotango de três anos de idade, estava deprimido por ter perdido os pais recentemente e se recusava a comer; além de não responder bem aos tratamentos e remédios, o que causava grande preocupação aos veterinários achando que ele iria se entregar à morte. Porém, nesse período, um velho cão foi encontrado perdido nos arredores do zoológico; foi então que os veterinários tiveram a idéia de levar o cão para dentro da sala de tratamento no intuito de animar o orangotango. O resultado? Ah! Amigos inseparáveis!

Eles vivem no norte da Califórnia e a natação é o esporte favorito de ambos, embora Roscoe (o cachorro) ainda tenha um pouco de medo da água e precise da ajuda do amigo para atravessar a nado.










* É porque, contigo, eu vejo o mundo assim...

Ele fica melhor a cada abraço apertado que você me dá,
A cada lágrima sua que remove as minhas pedras,
Ou a cada risada gostosa que compartilhamos juntos.
Desejo ainda que nossa amizade não seja infinita,
Mas que também não seja demasiadamente curta:
Mas na justa medida da sua intensidade enquanto durar.
E o que seria de mim se não tivesse tocado o seu coração?
Também não desejo que o compartilhar seja uma obrigação...
Para que não venhamos, um dia, nos perder de vista...
Ou que talvez o medo, devido à  distância, possa apagar a sua presença.
Mas que, se por algum motivo for para longe, essa amizade ainda te sacie e te seja  plena.
E que no final você possa olha para trás
E, sem duvidar, poder dizer:
Valeu a pena.

(por Simone Prado)

 

 
 
É isso aí!
 Um abração!


* Poesia registrada na Biblioteca Nacional- Escritório de Direitos Autorais- (E.D.A- RJ))

quinta-feira, dezembro 16, 2010

O Travesseiro de Penas - Horacio Quiroga (Brevíssima análise)



 Olá, caros leitores, tudo jóia?!


 Hoje resolvi publicar um texto produzido em 1917, e que achei... Bem, na verdade, eu adorei! Trata-se de um  pequeno conto produzido pelo escritor uruguaio Horacio Quiroga, “O travesseiro de penas”. No Conto, Quiroga apresenta o efeito do meio ambiente sobre o ser humano, conjurando o cotidiano ao terror, à morte ou aos anseios de seus personagens dentro de uma narrativa psicológica que faz emergir a miséria humana, produzindo, com isso, um dos mais impressionantes contos da literatura hispano-americana.

Sempre me questiono sobre essa necessidade visceral, eu diria, que alguns escritores possuem de extraírem de si e produzirem, no passear da pena, poesias ou obras como esta. Creio que Horacio Quiroga compreendia tal necessidade profunda de, ao escrever, entender a si e o mundo em que vivia. Ou, quem sabe, fazer vislumbrar outras realidades parecidas com a sua ainda que ficcionadas, e provocar a sensação de impotência ante a natureza e a sua suposta “lei do retorno”. Poderia dizer, talvez, impotência ao destino já traçado.

Considero “O travesseiro de penas” como um dos melhores textos ( depois de “ Noite na Taverna”, de Álvares de Azevedo) que  pude ler, cuja narrativa é traçada por um jogo sutil entre a realidade, as desventuras e o macabro.

É isso!
Um abração!



O Travesseiro de Penas

Sua lua-de-mel foi um longo estremecimento. Loura, angelical e tímida, o temperamento duro do marido gelou suas sonhadas criancices de noiva. Ela o amava muito, no entanto, às vezes, sentia um ligeiro estremecimento quando, voltando à noite juntos pela rua, olhava furtivamente para a alta estatura de Jordão, mudo havia mais de uma hora. Ele, por sua vez, a amava profundamente, sem demonstrá-lo.

Durante três meses — tinham casado no mês de abril — viveram numa felicidade especial.

Sem dúvida ela teria desejado menos severidade nesse rígido céu de amor, mais expansiva e incauta ternura; mas a impassível expressão do seu marido a reprimia sempre.

A casa em que viviam influenciava um pouco nos seus estremecimentos. A brancura do pátio silencioso — frisos, colunas e estátuas de mármore — produzia uma outonal impressão de palácio encantado. Por dentro, o brilho glacial do estuque, sem o mais leve arranhão nas altas paredes, acentuava aquela sensação de frio desagradável. Ao atravessar um quarto para outro, os passos encontravam eco na casa toda, como se um longo abandono tivesse sensibilizado sua ressonância.

Nesse estranho ninho de amor, Alicia passou todo o outono. Porém tinha terminado por abaixar um véu sobre os seus antigos sonhos, e ainda vivia dormida na casa hostil, sem querer pensar em nada até o marido chegar.

Não é incomum que emagrecesse. Teve um ligeiro ataque de gripe que se arrastou insidiosamente dias e mais dias; Alicia não melhorava nunca. Por fim uma tarde pôde sair ao jardim apoiada no braço dele. Olhava indiferente para um e outro lado. De repente Jordão, com profunda ternura, passou a mão pela sua cabeça, e Alicia em seguida se quebrou em soluços, e o abraçou. Chorou demoradamente seu discreto pavor, redobrando o choro diante da menor tentativa de carícia. Depois, os soluços foram-se acalmando, e ainda ficou um longo tempo escondido no seu ombro, quietinha, sem pronunciar uma palavra.

Foi o último dia que Alicia esteve de pé. No dia seguinte amanheceu desacordada. O médico de Jordão a examinou com toda a atenção, recomendando muita calma e repouso absolutos.

— Não sei — disse para Jordão na porta da casa, em voz ainda baixa. — Tem uma grande debilidade que não consigo explicar, e sem vômitos, nada... Se amanhã ela acordar igual a hoje, você me chama depressa.

No dia seguinte ela piorou. Houve consulta. Constatou-se uma anemia agudíssima, completamente inexplicável. Alicia não teve mais desmaios, mas ia visivelmente andando para a morte. Durante o dia todo, o quarto estava com as luzes acesas e em total silêncio. As horas se passavam sem se ouvir o mínimo barulho. Alicia dormitava. Jordão vivia quase que definitivamente na sala, também com as luzes acesas. Andava sem cessar de um extremo para outro, com incansável obstinação. O tapete abafava seus passos. Algumas vezes entrava no quarto e continuava seu mudo vaivém ao longo da cama, olhando para sua mulher cada vez que caminhava na sua direção.

Não demorou muito para Alicia passar a sofrer alucinações, confusas e flutuantes no início, e que desceram depois até o chão. A jovem, de olhos desmesuradamente abertos, não fazia senão olhar para os tapetes que se encontravam a cada lado da cama. Uma noite ela ficou repentinamente com o olhar fixo. Em seguida abriu a boca tentando gritar, e suas narinas e lábios se molharam de suor.

— Jordão! Jordão! — gritou, rígida de espanto, sem parar de olhar o tapete.

Jordão correu para o quarto, e, ao vê-lo aparecer, Alicia deu um brado de horror.

— Sou eu, Alicia, sou eu!

Alicia olhou para ele com olhar extraviado, olhou para o tapete, voltou a olhar para ele, e depois de um longo momento de estupefata confrontação, serenou. Sorriu e pegou entre as suas as mãos do marido, fazendo carícias e tremendo.

Entre suas alucinações mais obstinadas, houve um antropóide, apoiado no tapete sobre os próprios dedos, que mantinha os olhos fixos nela.

Os médicos voltaram inutilmente. Havia ali, diante deles, uma vida que se acabava, dessangrando-se dia após dia, hora após hora, sem se saber absolutamente por quê. Na última consulta, Alicia jazia em estupor, enquanto eles a pulseavam, passando de um para outro o pulso inerte. Observaram-na um longo momento em silêncio e encaminharam-se para a sala.

— Pst... — Deu de ombros, desanimado, seu médico. — É um caso sério... pouco se pode fazer...

— Era só o que me faltava! — gritou Jordão. E tamborilou bruscamente sobre a mesa.

Alicia foi-se extinguindo no seu delírio de anemia, que se fazia mais grave pe!a tarde, mas que cedia sempre nas primeiras horas da manhã. Durante o dia, sua doença não avançava, mas de manhã ela amanhecia lívida, quase em síncope. Parecia que unicamente à noite a sua vida se fosse em novas asas de sangue. Tinha sempre ao acordar a sensação de sentir-se derrubada na cama com um milhão de quilos por cima. A partir do terceiro dia esse desmoronamento não a abandonou mais. Apenas podia mexer a cabeça. Não deixou que pegassem na sua cama, nem sequer que arrumassem a almofada. Seus terrores crepusculares avançaram na forma de monstros que se arrastavam até sua cama e subiam com dificuldade pela colcha.

Perdeu depois o conhecimento. Nos dias finais, delirou sem cessar a meia-voz. As luzes continuavam fúnebres e acesas no quarto e na sala. No silêncio agônico da casa, não se ouvia mais que o delírio monótono que saía da cama, e o rumor abafado dos eternos passos de Jordão.

Alicia morreu, por fim. A empregada, que entrou depois para desfazer a cama, já vazia, olhou um momento com estranheza para a almofada.

— Senhor! — chamou ao Jordão em voz baixa. — Na almofada há manchas que parecem ser de sangue.

Jordão se aproximou rapidamente. Também se agachou. Efetivamente, sobre a fronha, de ambos os lados da cavidade que tinha deixado a cabeça de Alicia, se viam algumas manchinhas escuras.

— Parecem picadas — murmurou a empregada depois de um momento imóvel na observação.

— Aproxime-o da luz - disse Jordão.

A moça levantou a almofada, mas em seguida deixou-a cair, e ficou olhando para ele, lívida e trêmula. Sem saber por quê, Jordão percebeu que seus cabelos se eriçavam.

— O que é que há? — murmurou com voz rouca.

— Pesa muito — falou a empregada, sem parar de tremer.

Jordão levantou a almofada; pesava extraordinariamente. Saíram com ela, e sobre a mesa da sala Jordão cortou a fronha e a capa. As penas superiores voaram, e a empregada deu um grito de horror com a boca inteiramente aberta, levando as mãos crispadas às bandós. Sobre o fundo, entre as penas, mexendo devagar os pés aveludados, havia um animal monstruoso, uma bola viva e viscosa. Estava tão inchada que quase não se lhe via a boca.

Noite após noite, a partir do dia em que Alicia tinha ficado doente, ele tinha aplicado sigilosamente sua boca — sua tromba, melhor dizendo — às têmporas da mulher, chupando-lhe o sangue. A mordida era quase imperceptível. A remoção diária da almofada tinha impedido sem dúvida seu desenvolvimento, mas assim que a jovem não conseguiu mais se mexer, a sucção foi vertiginosa. Em apenas cinco dias e cinco noites, tinha esvaziado Alicia.

Esses parasitos das aves, diminutos no seu meio habitual, chegam a adquirir proporções enormes em certas condições. O sangue humano parece ser para eles particularmente favorável, e não é raro encontrá-los nas almofadas de penas.




(Será que o bichinho que Quiroga  inventou era parecido com esse aqui??? 
Para os que tem aversão, melhor não clicar na foto...)

Vida e Obras de Horacio Quiroga

(1878 – 1937), nasceu em Salto, no Uruguai, foi poeta, romancista, diplomata e dramaturgo. Sua vida foi marcada por acontecimentos trágicos — a morte violenta do pai, o suicídio do padrasto, o falecimento de dois de seus irmãos, o suicídio da primeira esposa e, posteriormente à sua morte, também por suicídio ao saber que sofria de um câncer gástrico. Conviveu em Paris com Rúben Darío, foi professor de castelhano em Buenos Aires – Argentina, trabalhou como fotógrafo em uma expedição à ruínas jesuíticas de Misiones, onde morou.

Algumas de suas obras: Los arrecifes de coral (1901 – Os recifes de coral), Cuentos de amor, de locura y de muerte (1917 – Contos de amor, de loucura e de morte), Cuentos de la selva (1918 – Contos da selva), Los desterrados (1926 – Os desterrados), e Más Allá (1935 – Mais além), última obra do autor.





terça-feira, dezembro 07, 2010