Pela Verdade e Memória dos Desaparecidos Políticos.
Maurício Grabois, desaparecido no natal de 1973. Comandou a guerrilha no Araguaia. São mais de trinta anos sem notícias de seu paradeiro.
Ana Rosa Kucinski, professora, desaparecida desde abril de 1974. Ela e o marido foram presos no centro da cidade de São Paulo, e as famílias esperam notícias até hoje.
Fernando Santa Cruz, líder estudantil, foi preso em 1974 numa rua do Rio de Janeiro e , mais tarde, levado para São Paulo. A família nunca mais teve notícias.
"Será que essa tortura nunca vai acabar?"
Participe do abaixo-assinado pelo direito a Verdade e a Memória dos desaparecidos políticos!

Muitas foram as pessoas de diversos lugares do nosso país que, para vivermos hoje em dia a democracia, morreram ou desapareceram lutando contra a ditadura de 1964. Mulheres amamentando; professores dando aula; mulheres grávidas, quando torturadas, abortavam. Outras foram estupradas e muitas desaparecidas. Militantes ou não, ninguém merecia tal inferno em vida.
Não eram bandidos - apesar de terem vivido em plena “terra de Mallboro”, mas universitários, professores, donas de casa, jornalistas ou bancários. Esses são alguns dos muitos militantes indignados ante aos nossos “anos de chumbo” de uma perseguição política que durou um bom tempo.
É realmente lamentável que os muitos governos no Brasil, ao longo desses anos, insistam em nos condenar, até hoje, ao desconhecimento de uma história que , por mais cruel e vergonhosa que seja, deve se tornar pública: as gavetas do terror devem ser públicas, abertas sim! Antes mesmo que inventem e incinerem mais documentos evitando a sua consulta em prol do silêncio absurdo.
E não nos esqueçamos também das famílias dos , aproximadamente, cento e trinta desaparecidos políticos em nosso país; famílias estas que se encontram, nesse exato momento, angustiadas diante da falta ou pouquíssima informação de seus entes ou amigos queridos. Não podemos ignorar essa realidade! Realidade de uma busca constante, exaustiva e angustiosa que, infelizmente, não cessou.
Apesar de alguns documentos militares do antigo Sistema Nacional de Informações (SNI) estarem disponíveis no Arquivo Nacional e , parcialmente abertos ao público, sendo que alguns desses documentos voltados para a guerrilha do Araguaia , ainda assim isso não é o suficiente, se constituindo apenas como uma ponta de um grande Iceberg.
Existe uma frase de Lord Byron que diz: “ O melhor profeta do futuro é o passado.” Diante disso, veio uma pergunta: Será mesmo decente de nossa parte virarmos as costas ou fecharmos os nossos olhos compactuando com os criminosos como se o passado não existisse, perpetuando tal obscurantismo e crime? Pense nisso!
Simone Prado.
"Um país que não conhece sua História está fadado a repetir os erros no futuro."
(*Fontes das Imagens: OAB-RJ)Leia também: Acervo da Ditadura mofa sobre goteira em Brasília